quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Juros da Previdência

ECONOMIA FORTE PEDE REDUÇÃO DE JUROS DA PREVIDÊNCIA

Um dos jornais mais importantes do mundo financeiro, o britânico ?Financial Times? afirmou que o Brasil é ?vítima de seu sucesso econômico?. A afirmação se referia à adoção, pelo Governo brasileiro, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% sobre o capital estrangeiro a entrar no país, mas bem poderia ser aplicada a outros fatores, entre eles a regulação da taxa de juros em vigor no mercado nacional. A força do Real, que tonifica a Economia, requer ajustes constantes e, concordam a maioria dos economistas, um dos principais é a adequação das taxas de juros. É como tentar modificar um mercado onde os juros são altos, pagam bem ao investidor, mas são ?irreais? a longo prazo. No mercado de Previdência o mesmo quadro ocorre, e os especialistas afirmam que é muito importante reduzir a taxa real de juros usada nas projeções atuariais dos Fundos de Pensão, para evitar uma ilusão financeira que custará caro a poupadores e fundos.

Atualmente, a taxa usada como referência nas projeções atuariais dos Fundos de Pensão é de 6% e a Taxa Nominal Selic, atualmente em 8,75% ao ano, sem descontar a inflação. Caso seja descontada a inflação, este percentual cairá para aproximadamente 4%, ou seja, uma taxa real muito abaixo da utilizada pelos Fundos de Pensão. ?Por isso a Secretaria de Previdência Complementar precisa mudar a taxa dos fundos para baixo. Com os números atuais, mesmo se a Selic subir 1% no próximo ano, mantida a inflação, ainda haverá desequilíbrio?, afirma Keyton Pedreira, economista e diretor executivo da Corretora Nunes e Grossi Seguros.

Uma vez feita, a redução da taxa de juros aplicada pelos Fundos de Previdência trará mudanças para o bolso dos poupadores e os cofres das entidades. Para os Fundos de Pensão que possuem planos de Benefício Definido e que ainda usam os juros de 6%, o impacto será grande. Aqueles fundos que forem lucrativos, a sobra de recursos deixará de existir, podendo até se transformar em um quadro operacional negativo. Os fundos que se encontram com as contas equilibradas passarão a trabalhar em déficit, e, para aqueles que já se encontram em situação deficitária, o resultado será o aumento da dívida.

A redução da taxa também afetará os poupadores que adotaram os planos de Previdência Privada. Os planos com previsão de Contribuição Definida não sofrerão impacto direto, mas para os que optaram pelos planos de Contribuição Variável, as contribuições permanecerão inalteradas mas, na hora de se aposentar, o poupador verá seu benefício vitalício projetado a uma taxa menor do que os atuais 6%. Para os participantes que ainda estão na ativa e estão vinculados a planos de Benefício Definido, as contribuições poderão aumentar. Mais uma vez, a situação explica-se pelo custo do dinheiro: se o plano tem uma meta pré-definida e os juros que farão o reajuste desta meta forem reduzidos, eles terão de ser compensados com mais entrada de capital, ou seja, um pagamento mensal maior. Se o contribuinte já está aposentado, ocorre o mesmo, só que de forma inversa: "Como não dá mais para mexer no que ele contribui, a saída é reduzir o que ele ganha através de contribuições sobre o benefício", explica Keyton.

Para a maioria dos economistas, as taxas mais prováveis de juros a serem adotadas pela Secretaria de Previdência Complementar vão variar entre 5% e 5,5%. Quanto menor, mais impacto. O mesmo ocorre hoje. Num exemplo citado por Keyton, nos últimos 15 anos, desde a criação do Real, quem conseguiu poupar foi beneficiado pelas taxas de juros. Aqueles que guardaram R$ 100 por mês no colchão teriam hoje R$ 18 mil. Se o mesmo poupador tivesse investido em um plano de previdência de renda fixa, com os juros teria R$ 100 mil. O dinheiro pagava mais dinheiro. Mesmo com reajustes necessários, na opinião de Keyton Pedreira, a opção pelos planos de Previdência Privados permanecerá atrativa. "A taxa de juros deve ser adequada à nossa Economia. Os valores parecerão menores, mas o ganho será real. Além de todos os benefícios fiscais incluídos, a disciplina imposta ao titular de um plano de previdência é a chave para que suas economias cheguem intactas e acrescidas da rentabilidade esperada na hora da aposentadoria", afirma.

Fonte: Revista Risco e Seguros

Concurso SUSEP


Autorizado concurso com 138 vagas

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) recebeu autorização do Ministério do Planejamento para realizar concurso. Serão 138 vagas para analista técnico (nível superior). De acordo com o documento, o prazo para a publicação do edital é de até seis meses.

Recentemente, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que criava 250 oportunidades de níveis médio e superior ao órgão. Segundo o decreto, as vagas serão distribuídas da seguinte maneira: analista técnico (200 vagas), que exige o nível superior e agente executivo (50), nível médio. A Susep possui unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Desde o ano passado, a Superintendência aguarda autorização para o concurso, uma vez que começou a atender o mercado de resseguros (seguros feitos pelas empresas seguradoras) e o volume de trabalho aumentou. Entretanto, o quadro de servidores continuou o mesmo. Sendo assim, há urgência na contratação de novos funcionários.

Concurso anterior - O último concurso da autarquia foi realizado em 2006 e contou com 46 vagas ao cargo de agente executivo e sete para analista técnico. Para agente, a remuneração oferecida foi R$ 2.807,76. Já para analistas os salários eram de R$ 6.076,44. O processo seletivo foi organizado pela Escola de Administração Fazendária (Esaf).

Para os concorrentes ao cargo de analista técnico, a prova de conhecimentos gerais era composta de questões de Legislação de Seguros, Capitalização, de Previdência Complementar Aberta e de Resseguros. Já a de conhecimentos específicos variava de acordo com a especialidade escolhida. Os candidatos a Controle e Fiscalização/Atuária foram avaliados nas disciplinas Auditoria, Contabilidade Geral e de Seguros, Estatística, Finanças e Matemática Atuarial e, aqueles que optaram por Tecnologia da Informação, na matéria que tem este mesmo nome.

Susep - A Susep é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e dentre as suas atribuições destacam-se:

- Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;

- Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;

- Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;

- Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização.

Samantha Cerquetani/SP

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reportagem - RSA prestes a realizar aquisição

RSA RESERVA US$ 988 MILHÕES PARA AQUISIÇÃO DE GRANDE PORTE NO MERCADO SEGURADOR


A seguradora inglesa RSA confirmou para analistas e investidores do mercado financeiro que analisa fazer uma aquisição de grande porte, reservando 600 milhões de libras esterlinas (US$ 988 milhões) para tal operação, segundo matéria publicada no jornal britânico Financial Times. A América Latina é um dos alvos da RSA, que atua no Brasil de forma discreta, mas cresce de forma consistente em nichos diferenciados. Em 2008, movimentou prêmios de R$ 331 milhões, alta de 12%, com lucro líquido de R$ 6,6 milhões.

Carteiras comerciais no Reino Unido, país sede, e Canadá, onde teve crescimento significativo (10%) no primeiro semestre deste ano, também estão entre os alvos da seguradora. Segundo o artigo, as oportunidades surgiram devido à reestruturação de companhias familiares e também a ligadas a bancos. Atualmente, o mercado de seguros do Brasil passa por uma consolidação e apresenta os dois casos citados pela RSA. Tem seguradoras familiares em pleno movimento de mudança de estratégia e também bancos reorganizando a área de seguridade para crescer num mercado mais maduro e competitivo para os próximos anos.

Segundo dados divulgados recentemente pela RSA, o cenário econômico desfavorável não afetou a solidez financeira do grupo. Os prêmios no primeiro semestre somaram US$ 5,8 bilhões, 4% acima do resultado do mesmo período anterior. O lucro antes dos impostos somou US$ 592 milhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras, ficou em 93,5%. O Reino Unido responde por 38% do faturamento do grupo. Na América Latina, o crescimento foi de 4%.


Fonte: Viver Seguro


Reportagem - FUNENSEG patrocina evento

FUNENSEG: ESCOLA PATROCINA EVENTO SOBRE GERENCIAMENTO DE RISCOS E RASTREAMENTO NA AMAZÔNIA

A Escola é uma das patrocinadoras do I Congresso de Gerenciamento de Riscos e Rastreamento na Amazônia, que será promovido pela NorteSat Rastreadores, nos dias 15 e 16 de setembro, em Manaus.

A instituição estará presente com estande para divulgação de seus produtos e serviços educacionais e venda de publicações. Na parte técnica, destaque para as palestras "Introdução ao Gerenciamento de Riscos e sua importância no mercado aberto" e "O seguro de transporte e a influência do rastreamento na fixação das taxas de seguros", que serão ministradas pelos professores da Escola, Gustavo Mello e Fabio Carbonari, respectivamente.

O objetivo do congresso é reunir gestores, acadêmicos e especialistas em rastreamento, navegação, logística, transportes, gerenciamento de riscos, segurança, seguros e tecnologias em comunicação a fim de se atualizarem e conhecerem as principais novidades tecnológicas do setor.

Os interessados devem procurar a NorteSat Rastreadores, pelos contatos: (92) 3304-6836 / 9215-2278 / 9999-3614 / 8123-1987 e congressonaamazonia@nortesat.com.br. As inscrições são limitadas.


Fonte: Escola Nacional de Seguros

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dicas para consulta de artigos e reportagens

Site da Revista Brasileira de Risco e Seguro é um excelente meio para pesquisas e notícias. Apesar da característica informativa é levado em consideração o lado acadêmico. Todos os artigos feitos por profissionais com credibilidade e respeito no mercado. Vale a pena conferir.

Reportagem - Bradesco visa SulAmérica

Bradesco negocia compra da SulAmérica

Após perder a seguradora Porto Seguro para o Itaú Unibanco, o Bradesco negocia agora a compra da SulAmérica, a segunda maior empresa do setor no país, segundo Kennedy Alencar, na edição da Folha deste sábado.

Sócio estrangeiro da SulAmérica, o grupo holandês ING tem interesse em vender a participação direta de 21% na seguradora desde o início do ano para se capitalizar e enfrentar dificuldades na Europa. O valor está em negociação.

O Bradesco nega a existência da negociação. A SulAmérica afirmou que desconhece qualquer negociação nesse sentido. A SulAmérica é controlada pela família Larragoiti, que tinha direito de preferência na compra da participação do grupo holandês. Além dos 21% na seguradora, o ING tem também 45% da Sulasapar, holding com maioria de participação da família e que está no bloco de controle da seguradora.

Além do Bradesco, a participação do ING também interessa ao Banco do Brasil, que tem uma série de parcerias com a SulAmérica.

No último dia 24 de agosto, Itaú Unibanco e Porto Seguro fecharam associação para unificar suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Após a reorganização societária, a Porto Seguro ficará com 57% da nova empresa, e o Itaú Unibanco, com 43%.

Fonte: Folha de São Paulo - 12 de setembro de 2009