terça-feira, 17 de novembro de 2009

PSPP

O QUE É O PSPP?

O PSPP é um programa para análises estatísticas sobre amostras de dados. Ele é um substituto gratuito para o SPSS
e se assemelha muito a este, com algumas poucas exceções.

A mais importante destas é que não existem prazos de validade. Sua copia do PSPP não vai expirar ou deliberadamente parar de funcionar. Também não existe nenhum limite artificial do número de dados ou variáveis nos quais você pode trabalhar. Não existem pacotes adicionais para se comprar a fim de se obter funções avançadas; todas as funcionalidades existentes já estão no seu pacote básico.

O PSPP pode fazer análises descritivas, T-testes, regressão linear e testes não paramétricos. Sua base foi desenhada
para realizar estas análises o mais rápido possível, independente do número de entradas.

Você pode usar o PSPP com sua interface gráfica ou com seu prompt de comando.


CLIQUE AQUI PARA O DOWNLOAD

CCJ da Câmara aprova fim do fator previdenciário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou no final da tarde desta terça-feira, por unanimidade, o parecer do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) ao projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que acaba com o chamado fator previdenciário para as aposentadorias.

O fato previdenciário foi instituído na reforma da previdência, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o que criou dificuldades para o trabalhar obter benefício integral da Previdência Social.

Faria de Sá havia dado parecer pelo fim do fato previdenciário e pela inconstitucionalidade da proposta do deputado Pepe Vargas (PT-RS). O petista propõe, em lugar do fator previdenciário, a regra 85 para aposentadorias das mulheres e 95 para a dos homens.

Por essa regra, a mulher precisa atingir, entre contribuição e idade, o número 85 para se aposentador. Exemplo: 33 anos de contribuição e 52 anos de idade. Para os homens será necessário ter contribuído pelo menos 35 anos e ter 60 anos de idade para se aposentar. Ou 37 anos de contribuição e 58 anos de idade.

Para que o parecer de Faria de Sá fosse aprovado na CCJ, a base governista fez um acordo para que ele retirasse de sua proposta o dispositivo que considerava como inconstitucional o texto de Pepe Vargas.

Com isso, se a proposta de Faria de Sá for rejeitada na votação em plenário, o parecer de Pepe Vargas poderá ser colocado em apreciação.

Fonte: UAI Notícias

Itaú Seguros e a XL Swiss Holdings Ltd

FATO RELEVANTE DETALHA AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA XL NA ITAÚ XL SEGUROS CORPORATIVOS

O Itaú Unibanco divulgou na última sexta-feira, dia 13, fato relevante informando que sua controlada Itaú Seguros e a XL Swiss Holdings Ltd, sociedade controlada pela XL Capital Ltd celebraram, em 12 de novembro, um contrato regulando a aquisição da participação da XL na Itaú XL Seguros Corporativos. Nesse contexto, a Itaú XL Seguros Corporativos será 100% detida pelo Itaú Unibanco.

Segundo o fato relevante, em linha com os interesses da XL em continuar atuando no Brasil e com o relacionamento existente entre ambas, um acordo separado foi firmado por meio do qual a Itaú irá fornecer cobertura de seguros aos clientes da XL no Brasil e também aos clientes dos programas globais da XL com operações no Brasil.

Essas apólices de seguros serão resseguradas pela XL Re, constituída no Brasil como uma resseguradora local. O acordo terá efeito após a aprovação dos órgãos reguladores.


Fonte: Viver Seguro

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SEGS PORTAL NACIONAL

Mais uma excelente dica do Blogger do Atuário é o site SEGS. Atualizado diariamente, a todo momento com as melhores notícias e novidades sobre o ramo segurador e previdenciário.
Vale a pena conferir!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cursos a distância pela FUNENSEG

FUNENSEG: INSCRIÇÕES PARA CURSOS A DISTÂNCIA ATÉ NOVEMBRO

Quem deseja se matricular em um dos sete cursos técnicos a distância, oferecidos pela Escola Nacional de Seguros, tem até 30 de novembro para fazê-lo. Eles preveem de um a três meses de estudo, com material didático incluído e acesso à Escola Virtual, espaço na rede onde os alunos podem dialogar com a coordenação, esclarecer dúvidas com professores e participar de chats e fóruns.

Os cursos oferecidos são: Básico de Seguros, Princípios Básicos de Resseguro, Procedimentos Operacionais para Corretora de Seguros, Contabilidade Aplicada ao Seguro, Saúde Suplementar - Fundamentos Técnicos, Seguro de Responsabilidade Civil Geral e Seguro Garantia. O primeiro é pré-requisito para cursar os demais, a não ser que se tenha experiência de dois anos em seguros.

Os investimentos variam entre R$ 160,00 e R$ 330,00 e, em alguns casos, os valores podem ser parcelados em duas vezes. Os interessados devem se inscrever no
http://www.funenseg.org.br. No caso de pessoa jurídica é necessário enviar e-mail para cursod@funenseg.org.br, informando os dados cadastrais da empresa, nome do curso e a quantidade de colaboradores que serão inscritos.


Fonte: Escola Nacional de Seguros

Seminário Resseguro

SEMINÁRIOS DISCUTIRÃO DESAFIOS DO RESSEGURO

Em menos de duas semanas, São Paulo será palco de mais um debate sobre resseguro. O seminário "Seguros de Responsabilidade Civil: Desafios para o Resseguro" está marcado para 18 de novembro, quarta-feira, no Hotel Maksoud Plaza. O evento, sob a coordenação do consultor Walter Polido, terá paineis apresentados por ele, Jorge Caminha (Guy Carpenter) e Fabio DiMatteo (Pellon Advogados Associados).

A programação compreende palestras das 9h às 16h, com intervalos para discussões e almoço, incluído no valor da inscrição. Serão abordados o estágio de desenvolvimento dos Seguros de Responsabilidade Civil no Brasil e suas tendências, as especificidades do contrato, sinistros de longa latência e a visão do ressegurador.

"O novo cenário do mercado de seguros brasileiro, motivado especialmente pela abertura do resseguro, ocorrida efetivamente em 2008, tem demonstrado a necessidade de se investir no aperfeiçoamento técnico dos profissionais, de maneira acentuada. Especialização é a palavra de ordem e o mercado tem que dar este salto à modernidade", avalia o consultor. O investimento é de R$ 250,00 e as inscrições devem ser feitas no http://www.funenseg.org.br, onde estão disponíveis mais informações.

Encontro internacional sobre resseguro de Vida

Novembro também reserva outro seminário de resseguro, desta vez com foco nos Seguros de Vida. O seminário internacional "O Resseguro no Desenvolvimento do Seguro de Vida no Brasil" será no dia 26 de novembro, também no Hotel Maksoud Plaza, e terá palestras com tradução simultânea. Estão confirmados os especialistas da Partner Re, Emmanuel Bécache, atuário sênior; Claude Chèvre, responsável pelo Ramo Vida na Ásia, Espanha e América Latina; e Jean-Pierre Aldon, subscritor sênior de Vida. Também palestrarão os profissionais do IRB-Brasil Re, Alessandra Monteiro, coordenadora das carteiras de Vida Individual e Previdência; e Salvador Leal de Souza Costa, gerente de Riscos Pessoais. O investimento é de R$ 100,00 e as inscrições já podem ser feitas no http://www.funenseg.org.br.


Fonte: Escola Nacional de Seguros

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Juros da Previdência

ECONOMIA FORTE PEDE REDUÇÃO DE JUROS DA PREVIDÊNCIA

Um dos jornais mais importantes do mundo financeiro, o britânico ?Financial Times? afirmou que o Brasil é ?vítima de seu sucesso econômico?. A afirmação se referia à adoção, pelo Governo brasileiro, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% sobre o capital estrangeiro a entrar no país, mas bem poderia ser aplicada a outros fatores, entre eles a regulação da taxa de juros em vigor no mercado nacional. A força do Real, que tonifica a Economia, requer ajustes constantes e, concordam a maioria dos economistas, um dos principais é a adequação das taxas de juros. É como tentar modificar um mercado onde os juros são altos, pagam bem ao investidor, mas são ?irreais? a longo prazo. No mercado de Previdência o mesmo quadro ocorre, e os especialistas afirmam que é muito importante reduzir a taxa real de juros usada nas projeções atuariais dos Fundos de Pensão, para evitar uma ilusão financeira que custará caro a poupadores e fundos.

Atualmente, a taxa usada como referência nas projeções atuariais dos Fundos de Pensão é de 6% e a Taxa Nominal Selic, atualmente em 8,75% ao ano, sem descontar a inflação. Caso seja descontada a inflação, este percentual cairá para aproximadamente 4%, ou seja, uma taxa real muito abaixo da utilizada pelos Fundos de Pensão. ?Por isso a Secretaria de Previdência Complementar precisa mudar a taxa dos fundos para baixo. Com os números atuais, mesmo se a Selic subir 1% no próximo ano, mantida a inflação, ainda haverá desequilíbrio?, afirma Keyton Pedreira, economista e diretor executivo da Corretora Nunes e Grossi Seguros.

Uma vez feita, a redução da taxa de juros aplicada pelos Fundos de Previdência trará mudanças para o bolso dos poupadores e os cofres das entidades. Para os Fundos de Pensão que possuem planos de Benefício Definido e que ainda usam os juros de 6%, o impacto será grande. Aqueles fundos que forem lucrativos, a sobra de recursos deixará de existir, podendo até se transformar em um quadro operacional negativo. Os fundos que se encontram com as contas equilibradas passarão a trabalhar em déficit, e, para aqueles que já se encontram em situação deficitária, o resultado será o aumento da dívida.

A redução da taxa também afetará os poupadores que adotaram os planos de Previdência Privada. Os planos com previsão de Contribuição Definida não sofrerão impacto direto, mas para os que optaram pelos planos de Contribuição Variável, as contribuições permanecerão inalteradas mas, na hora de se aposentar, o poupador verá seu benefício vitalício projetado a uma taxa menor do que os atuais 6%. Para os participantes que ainda estão na ativa e estão vinculados a planos de Benefício Definido, as contribuições poderão aumentar. Mais uma vez, a situação explica-se pelo custo do dinheiro: se o plano tem uma meta pré-definida e os juros que farão o reajuste desta meta forem reduzidos, eles terão de ser compensados com mais entrada de capital, ou seja, um pagamento mensal maior. Se o contribuinte já está aposentado, ocorre o mesmo, só que de forma inversa: "Como não dá mais para mexer no que ele contribui, a saída é reduzir o que ele ganha através de contribuições sobre o benefício", explica Keyton.

Para a maioria dos economistas, as taxas mais prováveis de juros a serem adotadas pela Secretaria de Previdência Complementar vão variar entre 5% e 5,5%. Quanto menor, mais impacto. O mesmo ocorre hoje. Num exemplo citado por Keyton, nos últimos 15 anos, desde a criação do Real, quem conseguiu poupar foi beneficiado pelas taxas de juros. Aqueles que guardaram R$ 100 por mês no colchão teriam hoje R$ 18 mil. Se o mesmo poupador tivesse investido em um plano de previdência de renda fixa, com os juros teria R$ 100 mil. O dinheiro pagava mais dinheiro. Mesmo com reajustes necessários, na opinião de Keyton Pedreira, a opção pelos planos de Previdência Privados permanecerá atrativa. "A taxa de juros deve ser adequada à nossa Economia. Os valores parecerão menores, mas o ganho será real. Além de todos os benefícios fiscais incluídos, a disciplina imposta ao titular de um plano de previdência é a chave para que suas economias cheguem intactas e acrescidas da rentabilidade esperada na hora da aposentadoria", afirma.

Fonte: Revista Risco e Seguros

Concurso SUSEP


Autorizado concurso com 138 vagas

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) recebeu autorização do Ministério do Planejamento para realizar concurso. Serão 138 vagas para analista técnico (nível superior). De acordo com o documento, o prazo para a publicação do edital é de até seis meses.

Recentemente, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que criava 250 oportunidades de níveis médio e superior ao órgão. Segundo o decreto, as vagas serão distribuídas da seguinte maneira: analista técnico (200 vagas), que exige o nível superior e agente executivo (50), nível médio. A Susep possui unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Desde o ano passado, a Superintendência aguarda autorização para o concurso, uma vez que começou a atender o mercado de resseguros (seguros feitos pelas empresas seguradoras) e o volume de trabalho aumentou. Entretanto, o quadro de servidores continuou o mesmo. Sendo assim, há urgência na contratação de novos funcionários.

Concurso anterior - O último concurso da autarquia foi realizado em 2006 e contou com 46 vagas ao cargo de agente executivo e sete para analista técnico. Para agente, a remuneração oferecida foi R$ 2.807,76. Já para analistas os salários eram de R$ 6.076,44. O processo seletivo foi organizado pela Escola de Administração Fazendária (Esaf).

Para os concorrentes ao cargo de analista técnico, a prova de conhecimentos gerais era composta de questões de Legislação de Seguros, Capitalização, de Previdência Complementar Aberta e de Resseguros. Já a de conhecimentos específicos variava de acordo com a especialidade escolhida. Os candidatos a Controle e Fiscalização/Atuária foram avaliados nas disciplinas Auditoria, Contabilidade Geral e de Seguros, Estatística, Finanças e Matemática Atuarial e, aqueles que optaram por Tecnologia da Informação, na matéria que tem este mesmo nome.

Susep - A Susep é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e dentre as suas atribuições destacam-se:

- Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;

- Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;

- Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;

- Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização.

Samantha Cerquetani/SP

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reportagem - RSA prestes a realizar aquisição

RSA RESERVA US$ 988 MILHÕES PARA AQUISIÇÃO DE GRANDE PORTE NO MERCADO SEGURADOR


A seguradora inglesa RSA confirmou para analistas e investidores do mercado financeiro que analisa fazer uma aquisição de grande porte, reservando 600 milhões de libras esterlinas (US$ 988 milhões) para tal operação, segundo matéria publicada no jornal britânico Financial Times. A América Latina é um dos alvos da RSA, que atua no Brasil de forma discreta, mas cresce de forma consistente em nichos diferenciados. Em 2008, movimentou prêmios de R$ 331 milhões, alta de 12%, com lucro líquido de R$ 6,6 milhões.

Carteiras comerciais no Reino Unido, país sede, e Canadá, onde teve crescimento significativo (10%) no primeiro semestre deste ano, também estão entre os alvos da seguradora. Segundo o artigo, as oportunidades surgiram devido à reestruturação de companhias familiares e também a ligadas a bancos. Atualmente, o mercado de seguros do Brasil passa por uma consolidação e apresenta os dois casos citados pela RSA. Tem seguradoras familiares em pleno movimento de mudança de estratégia e também bancos reorganizando a área de seguridade para crescer num mercado mais maduro e competitivo para os próximos anos.

Segundo dados divulgados recentemente pela RSA, o cenário econômico desfavorável não afetou a solidez financeira do grupo. Os prêmios no primeiro semestre somaram US$ 5,8 bilhões, 4% acima do resultado do mesmo período anterior. O lucro antes dos impostos somou US$ 592 milhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras, ficou em 93,5%. O Reino Unido responde por 38% do faturamento do grupo. Na América Latina, o crescimento foi de 4%.


Fonte: Viver Seguro


Reportagem - FUNENSEG patrocina evento

FUNENSEG: ESCOLA PATROCINA EVENTO SOBRE GERENCIAMENTO DE RISCOS E RASTREAMENTO NA AMAZÔNIA

A Escola é uma das patrocinadoras do I Congresso de Gerenciamento de Riscos e Rastreamento na Amazônia, que será promovido pela NorteSat Rastreadores, nos dias 15 e 16 de setembro, em Manaus.

A instituição estará presente com estande para divulgação de seus produtos e serviços educacionais e venda de publicações. Na parte técnica, destaque para as palestras "Introdução ao Gerenciamento de Riscos e sua importância no mercado aberto" e "O seguro de transporte e a influência do rastreamento na fixação das taxas de seguros", que serão ministradas pelos professores da Escola, Gustavo Mello e Fabio Carbonari, respectivamente.

O objetivo do congresso é reunir gestores, acadêmicos e especialistas em rastreamento, navegação, logística, transportes, gerenciamento de riscos, segurança, seguros e tecnologias em comunicação a fim de se atualizarem e conhecerem as principais novidades tecnológicas do setor.

Os interessados devem procurar a NorteSat Rastreadores, pelos contatos: (92) 3304-6836 / 9215-2278 / 9999-3614 / 8123-1987 e congressonaamazonia@nortesat.com.br. As inscrições são limitadas.


Fonte: Escola Nacional de Seguros

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dicas para consulta de artigos e reportagens

Site da Revista Brasileira de Risco e Seguro é um excelente meio para pesquisas e notícias. Apesar da característica informativa é levado em consideração o lado acadêmico. Todos os artigos feitos por profissionais com credibilidade e respeito no mercado. Vale a pena conferir.

Reportagem - Bradesco visa SulAmérica

Bradesco negocia compra da SulAmérica

Após perder a seguradora Porto Seguro para o Itaú Unibanco, o Bradesco negocia agora a compra da SulAmérica, a segunda maior empresa do setor no país, segundo Kennedy Alencar, na edição da Folha deste sábado.

Sócio estrangeiro da SulAmérica, o grupo holandês ING tem interesse em vender a participação direta de 21% na seguradora desde o início do ano para se capitalizar e enfrentar dificuldades na Europa. O valor está em negociação.

O Bradesco nega a existência da negociação. A SulAmérica afirmou que desconhece qualquer negociação nesse sentido. A SulAmérica é controlada pela família Larragoiti, que tinha direito de preferência na compra da participação do grupo holandês. Além dos 21% na seguradora, o ING tem também 45% da Sulasapar, holding com maioria de participação da família e que está no bloco de controle da seguradora.

Além do Bradesco, a participação do ING também interessa ao Banco do Brasil, que tem uma série de parcerias com a SulAmérica.

No último dia 24 de agosto, Itaú Unibanco e Porto Seguro fecharam associação para unificar suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Após a reorganização societária, a Porto Seguro ficará com 57% da nova empresa, e o Itaú Unibanco, com 43%.

Fonte: Folha de São Paulo - 12 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Apostila - Estatística no Excel

Simples apostila para utilizar o excel como uma ferramenta na estatística.

Entrevista - Colin Pugh

A discussão sobre o superávit está na ordem do dia, embora se saiba que o caminho é longo, dependendo de debate entre Banco do Brasil, participantes e entidades representativas dos aposentados, apreciação da Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo, além do trâmite no Ministério do Planejamento e órgãos fiscalizadores, como a SPC.

Para enriquecer as discussões, a Revista PREVI entrevistou o atuário Colin Pugh, membro da Sociedade de Atuários dos Estados Unidos, do Instituto Canadense de Atuários e consultor em diversos projetos de previdência complementar realizados em países de todos os continentes, inclusive América do Sul. Colin foi um dos palestrantes do seminário Estrutura da Previdência na Europa, promovido pela Abrapp e realizado em Paris, no período de 20 a 28 de maio deste ano.

Na entrevista, Colin traz para o debate um pouco das experiências internacionais sobre utilização de superávits, fala do sistema brasileiro e, em muitas questões, destaca a palavra cautela como denominador comum de suas idéias.

Revista PREVI - É comum a ocorrência de déficits ou superávits nos fundos de pensão, como resultado das variações naturais tanto nos valores dos ativos quanto dos passivos?

Colin Pugh - Sempre haverá superávits e/ou déficits em planos mistos e de benefício definido. Em seus cálculos, os atuários devem fazer muitas suposições relativas ao que se espera das experiências futuras do fundo de pensão ou do plano. Por “experiências”, entenda-se o retorno sobre investimentos dos ativos do fundo, aumento salarial dos funcionários, a rotatividade de empregos anteriores à aposentadoria, longevidade dos aposentados e pensionistas após a aposentadoria, inflação etc. Ainda que todas as suposições feitas pelos atuários sejam realistas e continuem sendo válidas por um longo tempo, sempre haverá alguma volatilidade no curto prazo. É impossível que todas essas previsões estejam absolutamente certas todos os anos. Por exemplo, os retornos sobre investimentos dos ativos não são igualmente regulares em um percentual anual. Haverá anos bons e anos ruins e, conseqüentemente, superávits e déficits.

O desafio consiste em avaliar se esses superávits e déficits são simplesmente resultados de uma volatilidade de curto prazo ou se têm implicações no longo prazo. A inevitabilidade das variações de curto prazo tem que ser compreendida e aceita. Sim, a situação precisa ser monitorada e algumas ações podem ser necessárias. Mas, não há razão para pânico no caso de um déficit de curto prazo e não há justificativa para a complacência quando ocorrer um superávit no curto prazo.

O desafio real é avaliar se o superávit atual ou déficit decorrem simplesmente desse tipo de volatilidade de curto prazo ou têm implicações maiores no longo prazo. Se são superávits ou déficits recorrentes, então é preciso reavaliar se as premissas atuariais continuarão válidas no longo prazo. Cito duas suposições-chave neste sentido: retorno dos investimentos e longevidade dos aposentados (isto é, por quanto tempo os funcionários vão viver e receber benefícios após a aposentadoria). No primeiro exemplo, o excelente retorno dos investimentos no Brasil nos últimos anos significa que os fundos de pensão:
a) continuarão a obter este alto retorno por muitas décadas no futuro; ou
b) recuarão e ganharão o retorno previsto pelos atuários no longo prazo; ou
c) ganharão muito menos do que o previsto para o longo prazo (após o estouro da “bolha de investimentos”)?

Os cenários “a” e “c” demandam alterações nas premissas atuariais, mas em direções opostas e com implicações opostas. O grave erro cometido por vários países nos anos 90 foi o de assumir o cenário “a”, quando a realidade era “b” ou “c”. Essa questão será tratada com mais detalhes nas respostas seguintes. Separadamente, a questão do aumento constante da longevidade dos aposentados é outro importante desafio para o Brasil e também será abordada nas próximas respostas.

Revista PREVI - De forma geral, essas situações são bem reguladas pela legislação de países com maior tradição em previdência complementar baseadas em regimes de capitalização?

Colin Pugh - A cobertura de déficits é “fortemente regulada” nesses países, mas ainda não está inteiramente claro se é “bem regulada”. Três importantes países do segmento de pensões (Holanda, Reino Unido e Estados Unidos) revisaram completamente a regulamentação sobre reservas dos fundos nos últimos anos. Irlanda e algumas províncias do Canadá também efetuaram mudanças importantes. Por diferentes razões, nenhum regulador estava confortável com as regras anteriores. Se as novas regras irão resolver suas preocupações – atingindo também os objetivos dos patrocinadores e dos participantes – ainda será testado. De uma perspectiva internacional, a mais importante observação neste momento é que esses países fizeram movimentos em direções completamente diferentes. Então, claramente não há consenso internacional sobre as melhores práticas para a chamada reserva mínima. Seria útil para o Brasil rever os erros cometidos e as boas idéias geradas nesses outros países, mas isso deve ser feito sem ilusões. A regulação perfeita para reserva mínima não existe, e cada país deve evoluir a seu modo. (A regulamentação sobre superávits será abordada numa resposta separada)

Revista PREVI - Quais são, na sua opinião, as melhores práticas ou a melhor regulamentação para tratar das situações de superávit?

Colin Pugh - Este é um tema bastante amplo, portanto só será possível destacar as principais questões. Em termos gerais, as melhores práticas deveriam começar pela prudência e talvez até mesmo um pouco de ceticismo diante de um aparente excesso de recursos do plano. Se o superávit cresceu muito rapidamente, existe a chance de que ele desapareça rapidamente também? Será que são somente flutuações de curto prazo, como as citadas na primeira pergunta? Simplificando, superávits obviamente acontecem quando os ativos superam o passivo do plano, mas é preciso olhar os cálculos de cada parte dessa equação.

Se os ativos do fundo são calculados a partir do valor atual de mercado (a abordagem mais comum), este valor está superestimado por alguma excitação temporária do mercado? Este valor atual mede apropriadamente a situação presente do fundo e sua estabilidade financeira de longo prazo ou está exagerado? Pode ser apropriado e nesse caso então não devemos temer usá-lo. Mas se o superávit foi gerado primariamente por alto retorno dos investimentos em um momento passageiro de aquecimento do mercado, a melhor prática seria apartar parte do superávit em uma reserva de contingência. Este tipo de reserva também é conhecida como reserva de investimentos flutuante, provisão para desvios adversos, etc. O nome não é importante. O que importa é o conceito de apartar reservas nos anos bons que possam auxiliar a neutralizar os efeitos negativos de experiências ruins em alguns anos futuros.

O outro lado da equação, o cálculo das obrigações do plano, é mais complicado. Se as obrigações são calculadas usando premissas exageradamente otimistas, então este valor estará subdimensionado. Isso pode fazer com que o plano pareça estar superavitário, quando o verdadeiro superávit é menor ou igual a zero. Exemplos clássicos de premissas demasiado otimistas são: (i) os investimentos futuros continuarão a dar retorno nos mesmos índices elevados; e (ii) ou a utilização de tábuas de mortalidade que subestimam por quanto tempo os aposentados vão viver e receber seus benefícios. Essas duas preocupações são relevantes para o debate atual no Brasil.

No que diz respeito à melhor regulação dos superávits dos fundos de pensão, devemos admitir que muitos países têm leis, regulamentações e jurisprudências que dificultam a utilização flexível e construtiva dos superávits. Os limites máximos das reservas são geralmente estabelecidos pelas autoridades tributárias e seu objetivo primordial é assegurar que os fundos de pensão não serão utilizados para sonegação fiscal. Então, são definidos limites máximos para contribuições, benefícios e excesso de reservas. Os objetivos das autoridades tributárias podem conflitar com os objetivos dos reguladores da previdência, uma vez que estes últimos estão mais interessados em proteger os direitos dos trabalhadores valendo-se de boas reservas e até excesso de recursos.

Duas questões separadas precisam ser identificadas. Primeiro os limites superiores para constituição de reservas tradicionalmente impostos pelas autoridades tributárias em vários países é muito baixo, a exemplo de Canadá, EUA e Reino Unido. Por vários anos, o limite máximo no Reino Unido era de apenas 105% das obrigações. Se os ativos excedessem 105% do passivo, então todo o excedente tinha que ser utilizado em um período de cinco anos para reduzir contribuições ou melhorar benefícios. Caso contrário, o dinheiro tinha que ser retirado do fundo! Mas, muitos dos superávits eram apenas reflexo de supervalorização temporária dos ativos, e muitas decisões equivocadas foram tomadas no vigoroso mercado de investimentos dos anos 90. Esses mesmo fundos de pensão estão sem reservas agora – os superávits tornaram-se déficits. A imposição de limites máximos pelo governo não foi a única causa para o fiasco, mas foi o fator que mais contribuiu. O Reino Unido e os EUA alteraram sua regulamentação desde então e o Canadá está debatendo ativamente a possibilidade de mudanças.

A segunda questão diz respeito ao chamado tratamento assimétrico dado a déficits e superávits em muitos países. Há países e situações nas quais o patrocinador do plano é 100% responsável por arcar com os déficits do plano - por meio de contribuições adicionais do empregador – mas os superávits são considerados propriedade dos participantes do plano (os empregados) e devem ser gastos na melhoria dos benefícios. Apesar desse tipo de situação parecer favorecer aos participantes do plano, isso não é verdadeiro no longo prazo. Em um passo inicial, os empregadores aportam recursos no fundo de pensão em um nível mais baixo (por meio de menores contribuições do patrocinador), de modo a evitar futuros excessos de reservas. Um segundo, e mais dramático passo é o encerramento do plano, porque o empregador entende que os arranjos financeiros são unilaterais. No longo prazo, relacionamentos desequilibrados nunca funcionam.

Fonte: Revista Previ

Reportagem - Fundos voltam a liderar ganhos

Previdência: fundos atrelados a ações voltam a liderar ganhos no ano


A NOVA fotografia da rentabilidade dos planos de previdência privada mostra que aqueles que tiveram sangue frio no pior momento da crise financeira mundial, permanecendo nos fundos mais sujeitos a refletir tal volatilidade dos mercados agora podem respirar aliviados. Exemplo disso são os fundos de previdência atrelados à variação cambial e os que seguem o mercado de ações. Em lados opostos durante o aprofundamento da crise financeira a partir de setembro de 2008, o plano de previdência que segue o dólar chegou a liderar os ganhos no ano passado, mas agora volta à lanterna. Já os planos de previdência com renda variável, depois de amargar a última colocação, encabeçam o ranking da categoria, após os chamados balanceados.

Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), um ano depois, os planos de previdência atrelados ao câmbio exibem rentabilidade negativa de 12,25% no ano (até o dia 27). E os que têm renda variável na carteira sobem 20,28%. Nos últimos 12 meses, a liderança cabe aos fundos cambiais, com 13,01% de valorização; pouco abaixo estão os planos de previdência com ações, com alta de 12,19% no período. Os planos de previdência atrelados aos juros permanecem com ganhos intermediários. No ano exibem valorização de 6,26% (DI) a 7,13% (renda fixa) e, nos últimos 12 meses, de 10,62% e 12,16%, respectivamente. Já os planos de previdência balanceados rendem 22,72% no ano e 6,70% nos últimos 12 meses.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Entrevista - Oswaldo Haruo

“É preciso pensar nas futuras gerações e não apenas no ‘aqui e agora’”

Osvaldo Haruo Nakiri

Um mercado no qual “as tradições fazem a diferença”. Assim é a indústria de seguros japonesa, nas palavras do nissei Osvaldo Nakiri, analista de risco e integrante da equipe de colaboradores da Cadernos de Seguro. Além de assinar o artigo de capa desta edição, ele é o convidado da “Cadernos Entrevista” para contar um pouco mais sobre como funciona o seguro na terra de seus antepassados. E pelo que parece, toda a obediência, tolerância e consciência de preservação, tão presentes na cultura nipônica, refletem-se também no mercado de seguros local. Sempre detalhistas e precavidos, os habitantes da terra dos samurais, das gueixas e do origami também usam a sensibilidade e a inteligência ao trabalhar com seguros. Vide a forma que as viúvas japonesas encontraram para sobreviver no pós-guerra: a venda de seguros de vida. “As mulheres sabem expor melhor que os homens a utilidade/necessidade de um seguro de vida, até pela estabilidade e segurança econômica da família”, explica o analista. A grandiosidade dessa economia, que cresce a olhos vistos, também deve ser respeitada, afinal, são poucos os países que podem ostentar o fato de possuírem “cerca de 90% da população portadora de um seguro de vida e aproximadamente 99% da frota de automóveis segurada”, como afirma Nakiri. Para o Brasil, o status de maior colônia japonesa do mundo pode se traduzir em um aumento do market share das companhias nipônicas no país com a abertura do resseguro e, sem dúvida, na imensurável contribuição desse povo em termos de cultura e experiência na área de seguros. Neste primeiro centenário da imigração japonesa para o Brasil, Nakiri lembra que é preciso “pensar nas futuras gerações” e não apenas no “aqui e agora”, no lucro a qualquer custo. “Devemos esquecer um pouco o individualismo e lembrar mais do social”, frisa.



Cynthia Magnani

Como fica claro em seu artigo, o povo japonês é muito atento ao que existe de mais moderno, sem descuidar das tradições. Passado e futuro também andam juntos nas seguradoras japonesas?

Sim. Em seguradoras, como em outras empresas japonesas, as tradições fazem a diferença. Respeito à hierarquia, preocupação com o bem comum, obediência e lealdade à empresa. Do mesmo modo, a empresa cuida dos seus, embora nos últimos tempos tenha havido alguma mudança neste particular. Normalmente o japonês faz do local de trabalho sua segunda casa; alguns, até a primeira. Não é comum a troca freqüente de emprego na procura por ascensão profissional.

Ultimamente as seguradoras japonesas estão se lançando ao exterior. A Tokio Marine, por exemplo, adquiriu a Philadelphia Consolidated Holding por US$ 4,7 bilhões, após adquirir por US$ 881 milhões a Kiln, uma seguradora londrina. É uma questão de crescer ou morrer, pois no Japão os rendimentos dos investimentos estão ficando deficitários, por conta da ínfima taxa de juros paga pelo mercado, o que, em 2006, levou algumas seguradoras do ramo vida à falência.

Quais outras tradições influenciam o modo de fazer seguro no país?

Uma em particular surgiu no pós-guerra. Em função da morte de seus maridos, mulheres entraram no mercado para vender seguro de vida, por uma questão de necessidade e também por falta de experiência profissional. Coincidência ou não, as mulheres, por serem ao mesmo tempo donas-de-casa, sabem expor melhor que os homens a utilidade/necessidade de um seguro de vida, até pela estabilidade e segurança econômica da família. No Brasil, agora que se fala tanto em microsseguro, certamente a mesma estratégia poderia ser aplicada.

Quantas seguradoras japonesas operam no Brasil atualmente, e quais são as suas especialidades?

São três: Tokio Marine, Mitsui Sumitomo e Yasuda. Todas tradicionais do mercado japonês – a Yasuda, por exemplo, foi fundada em 1887 –, operando basicamente nas carteiras de automóvel, patrimoniais e vida.

O que essas empresas trazem, em termos de cultura nipônica, para os clientes brasileiros?

Controles rigorosos visando à melhoria constante na qualidade dos serviços prestados. Entre as três seguradoras citadas, aquela na qual se percebe uma maior influência brasileira, aparentemente, é na Tókio Marine.

O senhor acredita que, com a abertura do resseguro, mais companhias japonesas deverão vir para o Brasil?

Provavelmente não, pois as maiores já estão aqui instaladas. O que pode acontecer é ampliarem o seu market share. A Mitsui Sumitomo, por exemplo, recentemente fez um aporte importante de divisas. A Tokio Marine comprou parte dos negócios da Real Seguros, penetrando no mercado de seguros de pessoa física. A Yasuda certamente deve seguir essa tendência. Outra possibilidade futura seria a entrada das três seguradoras no mercado de resseguros brasileiro. Dependerá da evolução do mercado que, tudo indica, vai de vento em popa.

O que seus pais falavam sobre o Japão?

Minha mãe falava muito sobre lendas japonesas e nos assustava quando crianças. Como ela era de Kumamoto, da área rural, conhecia bem o assunto.
Contava que, no inverno, os pais esquentavam pedras no fogo e, segurando-as, as crianças iam para a escola através da neve.

Em caso de terremoto, a recomendação era para correr e se abrigar dentro do bambuzal, onde o emaranhado de raízes e caules protegia melhor em caso de fendas no solo. Dentro do bambuzal, na primavera, ainda era possível achar pontos onde a neve não havia derretido, fazendo a alegria das crianças.

As casas japonesas de madeira, como ainda hoje, não tinham necessariamente portas como aqui no Brasil, porque os ladrões (os poucos que pudessem existir), se pegos, eram rigorosamente punidos. Sendo de madeira, também eram mais flexíveis em caso de terremoto, e se desmoronassem eram mais leves, facilitando o socorro. O problema era o incêndio. Quando se alastrava, era o caos.

O que motivou a vinda deles para o Brasil?

Boa pergunta. Nunca fiz esse questionamento, e agora é tarde demais. Imagino que, como todo imigrante, vieram em busca de uma vida melhor, de melhores oportunidades. Senão, precisariam ser malucos para largarem tudo e virem para um país do outro lado do planeta, onde tudo, simplesmente tudo, era diferente do que conheciam. Além do mais, certamente houve uma propaganda governamental a favor. “Douraram um pouco a pílula”, o que não é estranho nem incomum.

O que o centenário da imigração japonesa significa para o senhor?

O centenário significa, de alguma forma, um retorno ao passado dos meus pais, uma oportunidade ímpar de conhecer um pouco mais as contribuições e influências dos japoneses e seus descendentes. É um fato importante, até para o próprio Japão, que enviou o seu príncipe para participar das comemorações. E isso não é comum.

Artigo - Análise de cenários no setor segurador

Determinísticos ou estocásticos

A importância da análise de cenários no setor segurador

Kurt Karl

Cenário é uma fotografia de um resultado futuro plausível. A análise de cenários facilita as decisões comerciais, levando em consideração os diversos potenciais de desdobramentos e possíveis acontecimentos futuros no ambiente de negócios. Ela é usada para estudar o resultado de acontecimentos com alto grau de incerteza e seus efeitos sobre a rentabilidade ou posição competitiva de uma organização.

Os cenários podem ser determinísticos ou estocásticos. Geralmente, uma análise baseada em cenários determinísticos leva em consideração apenas alguns cenários, que podem ser históricos ou hipotéticos. O cenário histórico reflete um evento significativo ocorrido no passado, como a crise da dívida russa, que foi uma recessão específica, ou a quebra do mercado acionário em 1987. O cenário hipotético reflete um evento significativo que é considerado plausível, mas que ainda não ocorreu. Cada um deles tem suas vantagens.

O cenário histórico tende a ser mais articulado e, como tal, exige menos informações e arbítrio gerencial. As limitações dos cenários históricos incluem sua inflexibilidade e a incapacidade de levar em conta novos desdobramentos nos mercados financeiro e segurador. Os cenários hipotéticos, por outro lado, podem ser adaptados ao perfil de risco de uma empresa, mas costumam requerer trabalho intensivo e exigem substancialmente mais discernimento. Geralmente, as empresas envolvem gerentes de negócios e especialistas, como economistas, na projeção de cenários hipotéticos. É preciso um cuidado especial para assegurar que o cenário reflita choques de magnitude plausível, bem como a correlação entre as diferentes variáveis.

Os cenários estocásticos são baseados em simulações – normalmente entre mil e um milhão – e são orientados pelos ajustes aos parâmetros e variáveis de entrada, com base em sua distribuição histórica e covariância. As mudanças em determinados fatores de risco – por exemplo, taxas de câmbio, juros e preço das ações – podem ser montadas com o uso de análise quantitativa, modelagem estocástica ou capacidade de julgamento. Esses fatores de risco podem ser aplicados a uma ou mais linhas de negócios, classes de ativos ou passivos; entretanto, pode ser necessária a sua agregação para reduzir a quantidade de componentes modelados.

Os cenários podem ser direcionados por eventos ou problemas decorrentes de uma carteira de linha de negócios ou riscos de uma companhia. Os cenários direcionados por eventos são baseados em eventos plausíveis e na maneira como eles poderiam afetar uma empresa. Muitas vezes, esses cenários são desenvolvidos por solicitação da alta administração, algumas vezes em resposta às últimas notícias, como queda na taxa de juros, volatilidade no mercado acionário ou grande evento catastrófico. Os cenários direcionados por carteira são orientados pelas vulnerabilidades da carteira detida por uma empresa. Os gerentes de risco trabalham em sentido contrário para formular cenários plausíveis em que essas vulnerabilidades sejam acentuadas. Por exemplo, uma seguradora do ramo vida com exposição elevada ao risco de mortalidade poderia desenvolver cenários envolvendo pandemias.

Embora na maioria das vezes sejam quantitativos, os cenários podem ser usados para desenvolver visões alternativas do futuro destinadas a estimular o raciocínio sobre qual seria a melhor reação de uma companhia a mudanças fundamentais no ambiente de negócios. Esses cenários, desenvolvidos por meio de um processo de entrevistas internas e externas, são qualitativos e descritivos.

A maioria das seguradoras usa a análise de cenários para desenvolvimento de estratégias e gerenciamento de riscos.

A análise de cenários é de particular importância para as seguradoras, já que a sobrevivência das empresas desse setor depende da capacidade de avaliar riscos e definir preços adequadamente. Para gerenciar a ampla gama de riscos que enfrentam – muitos dos quais inter-relacionados –, as seguradoras costumam desenvolver cenários para gerenciamento de riscos, decisões sobre subscrição e definição de preços, planejamento estratégico e gestão do capital. A análise de cenários possibilita às seguradoras o desenvolvimento de estratégias de atenuação e planos de contingência para tais eventos.

Os cenários são particularmente úteis para seguradoras que buscam aprimorar o gerenciamento do capital, o que, em última análise, melhora o retorno sobre o seu patrimônio líquido. As seguradoras podem usar cenários para determinar a adequação do capital e selecionar o programa de resseguros ideal em função dos riscos de subscrição e investimento que enfrentam. Por fim, as decisões de alocação de capital e de limitação de riscos podem ser determinadas por meio do uso de modelos. Isso pode incluir a alocação de capital por linha de negócios ou tipo de risco.

Kurt Karl
Economista-Chefe e Diretor de Análise Econômica & Consultoria da Swiss Re na América do Norte, Doutor pela Princeton University

domingo, 16 de agosto de 2009

Entrevista - Walter Polido

“O ponto comum é o gerenciamento de riscos”

Quando se pensa no conceito de desenvolvimento sustentável, o que podemos esperar, por exemplo, como resultado da união das áreas de seguro, meio ambiente e Direito? O consultor de seguros e resseguros Walter Polido não tem dúvida: “O ponto comum é o gerenciamento de riscos”. E para contribuir para o equilíbrio das relações entre essas três áreas, Polido promete mostrar serviço como presidente do recém-criado Grupo Nacional de Trabalho do Meio Ambiente da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA-Brasil). Na pauta, a análise e discussão de temas como o impacto das mudanças climáticas no seguro brasileiro; os seguros ambientais no Brasil, Europa, Estados Unidos e Argentina; o Protocolo de Kyoto e as novas diretrizes para o mercado após a conferência COP15 da ONU, que ocorre em Copenhagen, na Dinamarca, em dezembro; e as indenizações e a recuperação de áreas atingidas por acidentes ambientais.

Em entrevista à Cadernos de Seguro, Polido avalia o mercado do seguro ambiental brasileiro (“Os frutos começam a florescer”), mostra-se contrário à sua obrigatoriedade (“Essa coerção legal não tem sido eficaz em outros países e não funcionaria no Brasil”), critica a criação de uma seguradora estatal (“Está na contramão dos modernos conceitos das administrações pública e privada”) e a atual contribuição do setor no estudo das mudanças climáticas (“O mercado precisa conhecer cientificamente o assunto. De fato e de concreto nada tem sido feito, e isso é assustador. Não há como ignorar o assunto”). Ele garante, ainda, que o novo Grupo de Trabalho da AIDA irá incrementar também a literatura especializada em seguro, meio ambiente e Direito, a partir dos assuntos estudados e pesquisados. “Não será um GT de seminários, apenas”, afirma.



Qual é o objetivo do Grupo Nacional de Trabalho do Meio Ambiente da AIDA?

Temos como meta a análise dos temas afetos ao meio ambiente e os contratos de seguros, passando por todas as questões que podem impactar a atividade seguradora. A AIDA tem como objeto principal o desenvolvimento do estudo do Direito do Seguro e do Resseguro, desde os anos 60, quando ela foi criada na França. Todas as disciplinas que podem impactar a atividade seguradora de modo geral passam pela atenção dos associados da AIDA, no mundo todo.

Como surgiu a ideia de criação do grupo e quais serão as suas ações?

A ideia surgiu a partir de alguns fatores: o fato do XIII Congresso Mundial da AIDA 2010, em Paris, que acontecerá em maio, ter como tema principal as mudanças climáticas – preparamos a participação do Brasil, respondendo o questionário-padrão que foi encaminhado pelo comitê organizador aos diversos países –; e o seminário promovido pela AIDA, em abril deste ano, sobre o tema de riscos ambientais, que despertou de vez a necessidade de ser constituído um Grupo Nacional de Trabalho, específico, em razão da complexidade dos temas.

O GNT-Meio Ambiente foi implantado em 26 de junho, na sede da AIDA em São Paulo, e tem como principais ações a discussão e a preparação de material literário sobre os seguintes temas iniciais: mudanças climáticas e o impacto na indústria de seguros brasileira; o estágio de desenvolvimento atual do mercado segurador brasileiro acerca dos seguros ambientais; o estágio de desenvolvimento atual do mercado europeu de seguros e resseguros acerca dos seguros ambientais, a partir da Diretiva 2004/35/CE; o estágio de desenvolvimento atual do mercado segurador norte-americano acerca dos seguros ambientais; o estágio de desenvolvimento acerca dos seguros ambientais na Argentina; os termos jurídicos adequados para uma apólice de seguros de riscos ambientais; Kyoto e pós-Kyoto – Copenhague –: diretivas e novos mecanismos que podem impactar a indústria de seguros; o comportamento do Judiciário nacional acerca do arbitramento de indenizações de fato e visando à recuperação de áreas atingidas por acidentes ambientais; Fundo Federal de Direitos Difusos (FFDD); Fundos Estaduais e Municipais – eficácia. TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, instrumento eficaz na recuperação ambiental; a obrigatoriedade ou não dos seguros ambientais no Brasil em face do Direito comparado; e outros temas a serem eleitos.

Quais os pontos em comum entre seguro, meio ambiente e desenvolvimento sustentável e como o Direito pode contribuir para o equilíbrio dessas relações?

O ponto comum é o gerenciamento de riscos, na busca de melhores resultados. Na linha do desenvolvimento sustentável, a Ecoeficiência se mostra de forma imperiosa, diante do tripé índices econômicos + sociais + ambientais. A empresa, de forma geral, além daquela ideia inicial que existia da sua importância como geradora de empregos e de tributos, tem agora, necessariamente, a obrigação de adotar padrões eficientes em relação ao meio ambiente, além de buscar ou participar do desenvolvimento social do seu entorno, principalmente. A empresa apartada desse novo paradigma certamente não será bem-vista pela sociedade e encontrará, cada vez mais, inúmeras barreiras, e até mesmo de ordem econômica, podendo deixar de exportar produtos para países onde tal questão tem prioridade absoluta.

O Direito é fruto da sociedade e por ela e para ela existe e é desenvolvido. Todas as questões ambientais passam pelo Direito, a partir dos princípios constitucionais que foram eleitos em 1988, na Constituição Federal Brasileira. A questão do direito difuso, notadamente ligada ao meio ambiente sadio, para as presentes e futuras gerações – criou-se no Brasil espaço para considerarmos um terceiro gênero de direito –, está além do privado e do público. Assim, o meio ambiente, nem privado e nem público, constitui essa terceira forma de tutela do Direito, atingindo as gerações brasileiras: as presentes e aquelas ainda por vir. Todos nós, cidadãos brasileiros, somos instados a participar dessa obrigação de preservar o meio ambiente para as futuras gerações. O artigo 225 da Constituição Federal, no que concerne ao meio ambiente, determina que cabe ao “(...) Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Não é só o Governo, portanto, que deve fazer algo.

E o seguro ambiental brasileiro? Como anda o desempenho desse produto no mercado nacional?

Vejo com bons olhos os novos tempos. Há mais de 18 anos trato desse tema no nosso país, promovendo o pensamento contratual securitário sobre os riscos ambientais. Atualmente, os frutos começam a florescer. A Unibanco lançou produto consistente no final de 2004 e permaneceu sozinha até recentemente. A Mapfre e a HDI elaboraram produto específico para riscos rodoviários, com cobertura para danos ambientais. A ACE lançará oportunamente produto voltado para riscos ambientais. Também a Zurich e a Allianz, tudo indica. A Liberty anunciou recentemente no seu website corporativo a possibilidade de comercialização do mesmo produto. É um bom sinal. Facultativamente, o produto passa a ser objeto de atenção das seguradoras brasileiras.

O senhor é a favor da obrigatoriedade do seguro ambiental? Por quê?

Eu, por convicção, sou contrário à estipulação legal da obrigatoriedade do seguro ambiental. Tenho esse entendimento porque a imposição não funcionaria no Brasil, assim como não tem sido eficaz nos países que adotaram a mesma coerção legal. Não acredito na funcionalidade da imposição de seguros neste país, em qualquer segmento. Nós, os brasileiros, somos avessos a tais determinações.

Como o senhor avalia a participação e a contribuição do mercado de seguros e resseguros brasileiro no estudo das mudanças climáticas e seus impactos no segmento?

O mercado nacional precisa fazer muita coisa sobre o tema, começando pelo conhecimento científico do assunto. De fato e de concreto nada tem sido feito, e isso é assustador, pois que as mudanças climáticas não foram construídas pelos pessimistas, mas estão aí e podem ser sentidas e observadas por todos nós. Fico imaginando quanto o mercado segurador já paga de sinistros em razão das mudanças do clima, mas ainda sob outras rubricas de causas: vendaval, seca, alagamento, inundação.

Não há como ignorar o assunto, mas observo que esse comportamento tem sido constante no nosso mercado, infelizmente. A Fenseg criou um Grupo de Trabalho em 2008, e justamente para discutir o tema e detectar possíveis ações a serem empreendidas. Nos primeiros resultados alcançados pelo GT, ou seja, a partir do momento em que foram listados os temas, e mais ainda, as providências científicas que deveriam ser tomadas, nada avançou. Recursos financeiros? Ora, um mercado que arrecada bilhões certamente deve estar apto a despender alguns milhares de reais para comprar proteção via ferramentas científicas, as quais devem ser buscadas nos meios acadêmicos das universidades de ponta do nosso país e de mais outros centros de excelência como o INPE, por exemplo. Não há outro caminho a ser perseguido.

O que o seguro e o resseguro podem aprender com o meio ambiente?

Respeitar as regras naturais provenientes da própria natureza. Há ação e reação e todos aqueles outros princípios observados pelo homem. Retoricamente, podemos criar um texto longo, comparando as situações que são objeto dessa questão.

Fonte: Caderno de Seguros

Curso IFRS